TAC Ambiental em São Paulo: Reparação de Dano pelo Corte de 5 Árvores

Case Green São Paulo: projeto de reparação ambiental e plantio de 65 árvores

A Green elaborou um Projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental para um processo de TAC – Termo de Ajustamento de Conduta relacionado ao corte de cinco árvores.

O projeto foi apresentado ao GTRAAD/DECONT/SVMA, seguindo os critérios técnicos do Termo de Referência nº 001/DECONT-12/SVMA/2014.

O TAC foi assinado após a definição das medidas de reparação ambiental.

O projeto estabeleceu o plantio de 65 mudas de árvores nativas.

A proposta incluiu:

  • cálculo das unidades reparatórias;
  • análise dos agravantes ambientais;
  • definição das espécies;
  • escolha dos locais de plantio;
  • preparação das áreas;
  • plantio das mudas;
  • tutoramento;
  • manutenção por 24 meses;
  • relatório de execução;
  • relatórios de manutenção;
  • acompanhamento técnico.

Este case mostra como a Green São Paulo atua em projetos de TAC ambiental, reparação de dano ambiental, plantio reparatório e recuperação de áreas relacionadas à arborização urbana.


O problema ambiental

O processo envolveu o corte de cinco árvores.

Por isso, foi necessário definir uma medida de reparação ambiental.

A quantidade de novas árvores não foi definida simplesmente pela relação de uma muda para cada árvore cortada.

Foi necessário aplicar a metodologia indicada pela SVMA.

O Termo de Referência utilizado no projeto estabelece critérios para calcular a quantidade de mudas conforme as características das árvores que sofreram o dano.

O cálculo também pode considerar agravantes ambientais.


Como foi calculada a quantidade de mudas

O projeto utilizou a metodologia do Termo de Referência nº 001/DECONT-12/SVMA/2014.

O documento apresenta diferentes relações de reparação conforme o DAP ou DSC da árvore.

Para o corte, são previstas as seguintes relações:

DAP ou DSC Reparação
5 a 10 cm 3 mudas : 1 árvore
11 a 30 cm 6 mudas : 1 árvore
31 a 60 cm 9 mudas : 1 árvore
61 a 90 cm 15 mudas : 1 árvore
91 a 120 cm 21 mudas : 1 árvore
121 a 150 cm 30 mudas : 1 árvore
Acima de 150 cm 45 mudas : 1 árvore

No caso deste projeto, não foi possível identificar o DAP das árvores cortadas.

Por isso, foi adotada a relação de 10 mudas para cada árvore.

O próprio Termo de Referência prevê que, na ausência das informações necessárias, a reparação não poderá ser inferior a 10:1.

Cálculo das árvores cortadas

Foram consideradas cinco árvores.

O cálculo foi:

5 árvores × 10 mudas = 50 mudas

Assim, a primeira parte da reparação resultou em 50 mudas.


Vegetação Significativa aumentou a reparação

Além do cálculo inicial, o projeto analisou os agravantes ambientais.

Um dos fatores identificados foi a presença das árvores em área de Vegetação Significativa.

Para esse fator, foi aplicado o índice previsto no Termo de Referência.

O cálculo foi:

3 × 5 árvores = 15 mudas

Portanto:

50 + 15 = 65 mudas

Resultado final

O projeto técnico estabeleceu:

65 mudas para reparação ambiental

Esse resultado demonstra a importância de realizar o cálculo técnico antes de definir a quantidade de árvores necessárias para um TAC.


Por que o plantio foi dividido entre dois locais?

O imóvel não possuía área permeável suficiente para receber todas as mudas.

Por isso, o projeto propôs uma solução com dois locais de plantio.

Foram previstas:

  • 5 mudas no interior do imóvel;
  • 60 mudas no Parque Morumbi Sul.

O Parque Morumbi Sul está localizado na Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, em São Paulo.

O Termo de Referência da SVMA prioriza o plantio no próprio local do dano.

Porém, quando não existe espaço suficiente, o documento permite a indicação de outro local adequado, desde que a impossibilidade seja demonstrada e justificada.


Plantio reparatório no Parque Morumbi Sul

O plantio das 60 mudas no Parque Morumbi Sul foi uma solução para viabilizar a reparação ambiental.

Dessa forma, foi possível manter as 65 unidades reparatórias previstas no projeto.

A escolha do local também considerou os critérios de arborização urbana e as condições necessárias para o desenvolvimento das árvores.

O projeto apresentou a localização da área e as informações necessárias para orientar a implantação.


Escolha das espécies de árvores

O projeto estabeleceu uma composição diversificada de espécies.

Foram consideradas árvores de pequeno, médio e grande porte.

Entre as espécies previstas estão:

Pequeno porte

  • Aroeira-mansa;
  • Ipê-amarelo;
  • Caroba;
  • Angelim-doce.

Médio porte

  • Ingá;
  • Ipê-roxo;
  • Camboatã.

Grande porte

  • Pau-ferro;
  • Peroba-rosa;
  • Louro-pardo;
  • Angico;
  • Embiruçu.

A distribuição prevista foi:

Porte Quantidade Percentual
Pequeno 13 20%
Médio 26 40%
Grande 26 40%
Total 65 100%

O projeto também considerou o limite de participação de cada espécie.

Essa diversidade ajuda a evitar a concentração excessiva de uma única espécie no plantio.


Qual o tamanho das mudas para o TAC?

O projeto definiu um padrão mínimo para as mudas.

As mudas devem apresentar:

  • altura mínima de 2,50 metros;
  • DAP mínimo de 3 centímetros;
  • primeira bifurcação a partir de 1,80 metro;
  • copa bem formada;
  • pelo menos três ramos alternados;
  • ausência de pragas e doenças;
  • sistema radicular bem formado;
  • torrão entre 15 e 20 litros.

O padrão da muda deve sempre ser conferido com as exigências específicas do processo e do TAC.


Preparação dos locais de plantio

O projeto também estabeleceu critérios para preparar os locais das árvores.

Foram previstos canteiros permeáveis ao redor das mudas.

As áreas foram dimensionadas conforme o porte das árvores.

Para árvores de pequeno porte, foram previstos canteiros de aproximadamente 2 m².

Para árvores de médio e grande porte, foram previstos canteiros de aproximadamente 3 m².

Também foi prevista a utilização de forração vegetal.

Entre as espécies indicadas para essa finalidade está a grama-amendoim.


Preparação das covas

As covas previstas no projeto possuem aproximadamente:

60 × 60 × 60 centímetros

Isso corresponde a cerca de 0,216 m³.

O projeto também estabeleceu procedimentos para o preparo do solo.

Entre eles estão:

  • utilização de solo adequado;
  • incorporação de composto orgânico;
  • adubação;
  • controle de formigas;
  • irrigação;
  • manutenção das áreas permeáveis.

O preparo correto da cova é importante para favorecer o estabelecimento das raízes.


Plantio e tutoramento

Cada muda deve ser posicionada de forma centralizada e vertical.

O colo da muda deve ficar nivelado com a superfície do solo.

Também foi previsto o uso de tutores.

O tutor tem a função de proporcionar estabilidade durante o desenvolvimento inicial da árvore.

O projeto prevê que a amarração seja feita com material que não provoque danos ao tronco.

Cada muda também deve receber identificação relacionada ao projeto e ao TAC.


Manutenção das árvores por 24 meses

A reparação ambiental não termina com o plantio.

Neste case, foi prevista manutenção durante 24 meses.

A manutenção inclui atividades como:

  • irrigação;
  • capina;
  • controle de plantas invasoras;
  • adubação;
  • controle de formigas;
  • replantio de mudas que apresentarem falhas;
  • cuidados com os canteiros;
  • acompanhamento das árvores.

O objetivo é favorecer o desenvolvimento das mudas e garantir o cumprimento das obrigações estabelecidas no TAC.


Relatório de execução do plantio

O projeto também prevê a documentação da execução.

Depois do plantio, deve ser elaborado um Relatório de Execução do Plantio.

O relatório deve registrar informações como:

  • data do plantio;
  • procedimentos realizados;
  • localização das árvores;
  • espécies utilizadas;
  • identificação das mudas;
  • documentação fotográfica.

Essa documentação permite comprovar como a reparação foi executada.


Relatórios de manutenção

A manutenção também deve ser documentada.

Por isso, o projeto prevê relatórios de acompanhamento.

Os relatórios registram os serviços realizados e as condições das árvores.

A documentação fotográfica também é importante.

Os relatórios devem ser elaborados por profissional competente, com a respectiva ART, conforme as exigências técnicas aplicáveis ao TAC.


TAC assinado: resultado do trabalho técnico

Neste case, o trabalho desenvolvido pela Green São Paulo resultou em um TAC assinado.

O projeto técnico definiu as medidas necessárias para a reparação ambiental.

A solução estabelecida contemplou:

5 árvores cortadas

↓

50 mudas pelo cálculo básico

↓

15 mudas pelo agravante de Vegetação Significativa

↓

65 mudas para reparação

↓

5 mudas no imóvel

↓

60 mudas no Parque Morumbi Sul

↓

24 meses de manutenção

Essa sequência demonstra como um dano ambiental pode ser transformado em um plano técnico de reparação.


Serviços da Green São Paulo relacionados a TAC

A Green São Paulo atua em serviços técnicos relacionados à arborização e à reparação ambiental.

Entre eles estão:

Cada processo possui características próprias.

Por isso, a quantidade de mudas e as medidas de reparação devem ser definidas a partir da documentação e das exigências do processo.


Green São Paulo: experiência em reparação de dano ambiental

Este case mostra a atuação da Green São Paulo em um processo de TAC ambiental relacionado ao corte de árvores sem autorizaçao ambiental.

O trabalho envolveu o desenvolvimento do projeto técnico, o cálculo das unidades reparatórias e o planejamento do plantio.

O resultado foi uma proposta de 65 mudas de árvores nativas, distribuídas entre o imóvel e o Parque Morumbi Sul.

O TAC foi assinado.

Além do plantio, o projeto contemplou manutenção por 24 meses e a elaboração dos relatórios necessários para documentar a reparação.

A Green São Paulo trabalha com soluções técnicas para empresas, proprietários, construtoras e responsáveis por imóveis que precisam regularizar ou reparar danos ambientais relacionados a árvores.

Precisa elaborar um projeto de reparação ambiental ou um TAC relacionado a árvores em São Paulo? Entre em contato com a Green São Paulo.


Informações técnicas do case

Serviço: Projeto Técnico de Reparação de Dano Ambiental – PTRDA

Instrumento: TAC – Termo de Ajustamento de Conduta

Situação: TAC assinado

Órgão ambiental: SVMA

Grupo técnico: GTRAAD/DECONT

Dano analisado: corte de 5 árvores

Quantidade de unidades reparatórias: 65 mudas

Plantio no imóvel: 5 mudas

Plantio em área externa: 60 mudas

Local indicado: Parque Morumbi Sul – São Paulo/SP

Manutenção prevista: 24 meses

Responsável técnico: Luís Paulo de Oliveira Roque

Referência técnica: Termo de Referência nº 001/DECONT-12/SVMA/2014 – Vegetação Arbórea Urbana.