Como Calcular a Compensação Ambiental Conforme a Portaria SVMA 105/2024

A compensação ambiental é uma etapa obrigatória em diversos processos de autorização para manejo de árvores no município de São Paulo. Com a publicação da Portaria SVMA nº 105, de 14 de novembro de 2024, o cálculo passou a seguir critérios técnicos específicos que garantem maior proporcionalidade entre o impacto causado pela intervenção e as medidas compensatórias exigidas.

Neste artigo, você entenderá como funciona o cálculo da compensação ambiental, quais fatores influenciam o resultado e por que um inventário arbóreo bem elaborado é essencial para a aprovação do processo junto à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).


O que é a compensação ambiental?

A compensação ambiental consiste no conjunto de medidas destinadas a compensar os impactos causados pelo corte, transplante ou manejo autorizado de árvores.

Seu principal objetivo é preservar o patrimônio arbóreo da cidade, garantindo que as intervenções ocorram de forma equilibrada e respeitem a legislação ambiental.

Além disso, a compensação integra o processo de celebração do Termo de Compromisso Ambiental (TCA), documento que estabelece todas as obrigações do empreendedor perante a SVMA.


Quando o cálculo da compensação ambiental é obrigatório?

A Portaria SVMA nº 105/2024 exige o cálculo da compensação ambiental sempre que houver:

  • corte de árvores;
  • transplante de exemplares arbóreos;
  • intervenção em Área de Preservação Permanente (APP);
  • manejo de vegetação de porte arbóreo;
  • empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental;
  • outras intervenções autorizadas pela SVMA.

Em todos esses casos, o cálculo deve considerar critérios técnicos definidos pela legislação.


Quais informações são necessárias para calcular a compensação ambiental?

Antes do cálculo, é indispensável elaborar um inventário arbóreo completo.

Esse levantamento reúne informações como:

  • quantidade de árvores;
  • espécie de cada exemplar;
  • classificação como nativa ou exótica;
  • árvores ameaçadas de extinção;
  • Diâmetro à Altura do Peito (DAP);
  • altura;
  • estado fitossanitário;
  • localização de cada árvore;
  • possibilidade de preservação ou transplante.

Esses dados servem como base para todos os cálculos previstos na Portaria SVMA nº 105/2024.


Quais fatores influenciam o cálculo da compensação ambiental?

O cálculo considera diversos parâmetros técnicos para refletir o impacto ambiental da intervenção.

Entre os principais fatores estão:

  • quantidade de árvores removidas;
  • número de árvores transplantadas;
  • espécies nativas;
  • espécies exóticas;
  • espécies ameaçadas de extinção;
  • média dos maiores DAP;
  • fatores multiplicadores;
  • fatores redutores;
  • plantio interno de mudas;
  • preservação da vegetação existente.

Dessa forma, o resultado não depende apenas da quantidade de árvores, mas também da importância ecológica de cada exemplar.


Como a Portaria SVMA 105/2024 realiza o cálculo?

A Portaria estabelece fórmulas técnicas que utilizam diferentes variáveis para calcular a compensação ambiental.

Entre elas destacam-se:

  • It – fator de compensação para transplante;
  • Ic – fator de compensação para corte;
  • T – número de árvores transplantadas;
  • C – número de árvores cortadas;
  • Fr – fator redutor;
  • Fm – fator multiplicador.

Esses parâmetros determinam a quantidade final de mudas compensatórias e demais obrigações ambientais previstas no Termo de Compromisso Ambiental.


O papel do inventário arbóreo no cálculo

O inventário arbóreo representa a base técnica de todo o processo.

Sem informações precisas sobre as árvores existentes, não é possível calcular corretamente a compensação ambiental nem justificar tecnicamente as intervenções propostas.

Além disso, um inventário completo reduz exigências complementares durante a análise da SVMA e aumenta as chances de aprovação do processo.


Exemplo prático de cálculo da compensação ambiental

Imagine um empreendimento com o seguinte inventário arbóreo:

  • 167 árvores cadastradas;
  • 61 árvores preservadas;
  • 16 árvores nativas autorizadas para corte;
  • 69 árvores exóticas autorizadas para corte;
  • 3 árvores nativas transplantadas.

Após a aplicação dos fatores previstos na Portaria SVMA nº 105/2024, o resultado do cálculo pode indicar, por exemplo:

  • 216 mudas compensatórias iniciais;
  • aplicação do fator redutor devido ao plantio interno;
  • 192 mudas compensatórias finais.

Esse exemplo demonstra que a compensação ambiental considera muito mais do que a simples quantidade de árvores removidas.


Quais erros podem aumentar a compensação ambiental?

Alguns equívocos podem elevar significativamente o número de mudas exigidas pela SVMA.

Os principais são:

  • inventário arbóreo incompleto;
  • identificação incorreta das espécies;
  • medição inadequada do DAP;
  • ausência de proposta de transplante;
  • falta de preservação de árvores viáveis;
  • documentação técnica inconsistente.

Por isso, contar com profissionais especializados é fundamental para evitar retrabalho e atrasos no processo.


Como a Green São Paulo desenvolve o cálculo da compensação ambiental

A Green São Paulo elabora cálculos de compensação ambiental conforme os critérios estabelecidos pela Portaria SVMA nº 105/2024.

Nossa equipe realiza:

  • inventário arbóreo completo;
  • identificação botânica das espécies;
  • medição de DAP;
  • avaliação fitossanitária;
  • cálculo técnico da compensação ambiental;
  • elaboração de Projetos de Compensação Ambiental;
  • assessoria para celebração do Termo de Compromisso Ambiental (TCA);
  • acompanhamento do processo junto à SVMA.

Cada projeto é desenvolvido com foco na conformidade legal, na segurança técnica e na eficiência da análise ambiental.


Conclusão

Calcular corretamente a compensação ambiental é uma etapa essencial para a aprovação de projetos que envolvem manejo de árvores em São Paulo.

A Portaria SVMA nº 105/2024 estabelece critérios técnicos que garantem uma compensação proporcional ao impacto ambiental causado. Por isso, um inventário arbóreo detalhado e um cálculo bem fundamentado são indispensáveis para reduzir riscos, evitar exigências adicionais e obter maior agilidade na análise pela SVMA.

Ao contar com uma equipe especializada, o empreendedor assegura que todas as etapas sejam conduzidas de acordo com a legislação vigente e com as melhores práticas de gestão ambiental.