A Green São Paulo desenvolveu um projeto de compensação ambiental para uma obra de infraestrutura relacionada à SPTrans, no município de São Paulo.
O trabalho teve como objetivo atender às exigências ambientais para a assinatura de um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) junto à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA).
O processo resultou na assinatura do TCA nº 312/2026.
Para desenvolver o projeto, a Green São Paulo elaborou a Planta de Situação Atual (PSA), a Planta de Situação Pretendida (PSP) e o Projeto de Compensação Ambiental (PCA).
Além disso, a equipe realizou o levantamento das árvores e desenvolveu os cálculos da compensação ambiental.
O Cadastramento Arbóreo
O empreendimento envolvia árvores localizadas na área de interferência da obra.
Por isso, foi necessário avaliar a vegetação existente antes de definir as intervenções.
As árvores objeto do manejo foram classificadas como Vegetação Significativa, conforme a Lei Municipal nº 17.794/2022.
Também foi constatado que não existe Área de Preservação Permanente (APP) no local.
O imóvel apresenta ainda as seguintes características:
- Perímetro de Qualificação Ambiental: 01;
- Zoneamento: ZEMP – Zona de Eixo de Estruturação da Transformação Metropolitana;
- Vegetação: Vegetação Significativa;
- Tipo de empreendimento: obra de infraestrutura.
Essas informações foram consideradas na elaboração dos documentos técnicos.
Levantamento das árvores
A Green São Paulo cadastrou 26 árvores na área de interferência do projeto. Além das árvores, o levantamento identificou 3 tocos remanescentes.
Esse levantamento serviu como base para as plantas e para o cálculo da compensação ambiental.
Árvores preservadas e árvores manejadas
Após a análise da implantação do empreendimento, foi possível definir quais árvores permaneceriam no local.
O projeto prevê a preservação de 18 árvores.
Por outro lado, algumas árvores interferem na implantação da obra. Nesses casos, o projeto prevê o manejo.
A distribuição ficou assim:
- 18 árvores preservadas;
- 4 árvores exóticas destinadas ao corte;
- 4 árvores nativas destinadas ao corte;
- 3 tocos remanescentes destinados à remoção.
Assim, o projeto priorizou a preservação das árvores sempre que possível.
Planta de Situação Atual – PSA
A Planta de Situação Atual (PSA) apresenta as condições existentes antes da implantação do empreendimento.
Nela, a Green São Paulo representou as árvores cadastradas durante o levantamento.
Cada exemplar recebeu sua identificação correspondente.
A PSA permite visualizar a posição das árvores dentro da área do projeto. Além disso, ela cria uma base para a comparação com a situação futura.
Planta de Situação Pretendida – PSP
A Planta de Situação Pretendida (PSP) apresenta a implantação do empreendimento sobre a situação atual do imóvel.
Dessa forma, é possível visualizar a relação entre a obra e as árvores existentes.
Na PSP, foram identificadas:
- árvores preservadas;
- árvores destinadas ao corte;
- área de interferência;
- implantação do empreendimento;
- área permeável futura.
Essa planta ajuda a demonstrar quais árvores permanecerão no imóvel e quais sofrerão intervenção.
Projeto de Compensação Ambiental – PCA
A Green São Paulo também elaborou o Projeto de Compensação Ambiental (PCA).
A prancha do PCA apresenta as principais informações relacionadas à compensação.
Entre elas estão:
- árvores preservadas;
- cálculo da compensação ambiental;
- localização dos plantios compensatórios;
- área permeável do empreendimento.
Assim, o PCA relaciona o manejo das árvores às medidas compensatórias exigidas no processo.
Como foi calculada a compensação ambiental?
Neste projeto, a compensação ambiental exigiu uma análise conjunta da legislação municipal e estadual.
Por isso, foram realizados dois cálculos.
Primeiro, foi aplicado o critério da Portaria SVMA nº 105/2024.
Depois, foi aplicado o critério da Resolução SEMIL nº 02/2024.
Por fim, foi adotada a compensação mais restritiva, conforme os critérios aplicáveis ao processo.
Essa comparação é importante porque os dois cálculos podem apresentar resultados diferentes.
Cálculo pela Portaria SVMA 105/2024
Como o projeto envolve uma obra de infraestrutura de interesse social, foram aplicados os critérios correspondentes a obras ou atividades de utilidade pública, interesse público ou interesse social.
Nesse caso, foi utilizada a fórmula:
CF = F × Fm
Onde:
- CF = Compensação Final;
- F = número de exemplares manejados por corte ou transplante;
- Fm = Fator Multiplicador.
Para as árvores classificadas como Vegetação Significativa, foi utilizado o Fator Multiplicador 2.
Árvores nativas e exóticas
O projeto prevê o corte de:
- 4 árvores nativas;
- 4 árvores exóticas.
Portanto, são 8 árvores destinadas ao corte.
Para esse grupo, o cálculo resultou em:
8 × 2 = 16 mudas
Tocos remanescentes
O projeto também prevê a remoção de 3 tocos remanescentes.
Para esse grupo, foi utilizado fator multiplicador igual a 1.
O cálculo ficou assim:
3 × 1 = 3 mudas
Somando os dois resultados:
16 + 3 = 19 mudas
Portanto, pela metodologia da Portaria SVMA 105/2024, o resultado foi de 19 mudas.
Cálculo pela Resolução SEMIL 02/2024
O projeto também considerou os critérios da Resolução SEMIL nº 02/2024.
Para as árvores nativas isoladas, o cálculo resultou em 40 mudas.
Nesse cálculo, também foi considerado o Índice de Cobertura Vegetal Nativa e Classe de Prioridade para Restauração da Vegetação Nativa do Município de São Paulo.
O índice de cobertura vegetal nativa considerado no projeto foi de 27,4%.
Além disso, foi aplicado o critério de compensação de 10:1, conforme os parâmetros utilizados no processo.
Comparação entre os dois cálculos
Depois de realizar os cálculos, a Green São Paulo comparou os resultados.
O quadro ficou assim:
| Parâmetro | SVMA 105/2024 | SEMIL 02/2024 | Compensação considerada |
|---|---|---|---|
| 8 árvores nativas isoladas | 8 | 40 | 40 |
| 8 árvores exóticas isoladas | 8 | — | 8 |
| 3 tocos | 3 | — | 3 |
| Fragmento florestal | — | — | — |
| Intervenção em APP | — | — | — |
| Total | 19 | 40 | 51 |
O resultado final da compensação ambiental foi de:
51 mudas.
Portanto, o projeto considerou o critério mais restritivo para cada situação.
Essa etapa mostra por que o cálculo da compensação ambiental exige atenção aos diferentes critérios legais.
Plantio compensatório dentro do imóvel
O projeto estabeleceu o plantio de 16 mudas de árvores nativas no interior do imóvel.
As mudas deverão atender aos padrões definidos para o plantio.
Entre os critérios estão:
- DAP mínimo de 3 cm;
- altura mínima de 2,50 metros;
- altura de fuste mínima de 1,80 metro;
- espécies nativas;
- padrão DEPAVE.
A localização das mudas foi indicada no Projeto de Compensação Ambiental.
Dessa maneira, a planta demonstra onde ocorrerá o plantio dentro do empreendimento.
Conversão do saldo em taxa FEMA
A compensação ambiental total correspondeu a 51 mudas.
Entretanto, o projeto prevê o plantio de 16 mudas dentro do imóvel.
Por isso, foi necessário definir a destinação do saldo restante.
O cálculo ficou assim:
51 mudas – 16 mudas = 35 mudas
Assim, o saldo corresponde a 35 mudas.
Essa diferença foi convertida em taxa FEMA, conforme estabelecido no processo.
Portanto, a compensação ficou estruturada da seguinte forma:
16 mudas → plantio no interior do imóvel
35 mudas → conversão em taxa FEMA
Essa solução permitiu cumprir a compensação ambiental considerando as características do empreendimento e a área disponível para plantio.
Por que o cálculo ambiental exige dois critérios?
Este case demonstra uma questão importante.
O cálculo da compensação ambiental nem sempre pode considerar apenas uma norma.
Neste projeto, a Green São Paulo analisou os critérios da Portaria SVMA 105/2024 e da Resolução SEMIL 02/2024.
Os resultados foram diferentes.
Pela legislação da SVMA, foram obtidas 19 mudas.
Já a análise estadual apresentou resultado de 40 mudas para as árvores nativas isoladas.
Por isso, o projeto adotou os critérios mais restritivos aplicáveis.
O resultado final chegou a 51 mudas de compensação ambiental.
Assinatura do TCA nº 312/2026
Após a elaboração dos estudos e documentos técnicos, o processo avançou para a formalização das obrigações ambientais.
O trabalho desenvolvido pela Green São Paulo subsidiou a celebração do Termo de Compromisso Ambiental nº 312/2026 junto à SVMA.
O TCA formalizou as obrigações ambientais relacionadas ao empreendimento.
Dessa forma, o processo reuniu os estudos técnicos, as plantas, os cálculos e as medidas compensatórias necessárias.
Serviços realizados pela Green São Paulo
Neste projeto, a Green São Paulo desenvolveu diferentes etapas do processo ambiental.
Entre elas:
- levantamento das árvores;
- identificação dos exemplares;
- Planta de Situação Atual (PSA);
- Planta de Situação Pretendida (PSP);
- Projeto de Compensação Ambiental (PCA);
- cálculo da compensação ambiental;
- análise dos critérios da SVMA;
- análise dos critérios da SEMIL;
- definição do plantio compensatório;
- indicação da área permeável;
- documentação técnica para o TCA.
O trabalho integrou levantamento de campo, análise técnica, representação gráfica e aplicação da legislação ambiental.
Green São Paulo: Projeto de Compensação Ambiental e TCA
A Green São Paulo atua na elaboração de Projetos de Compensação Ambiental em São Paulo.
Nossa equipe desenvolve estudos para empreendimentos que envolvem árvores, manejo da vegetação e obrigações ambientais.
Entre os serviços estão:
- Inventário Arbóreo;
- Planta de Situação Atual;
- Planta de Situação Pretendida;
- Projeto de Compensação Ambiental;
- cálculo de compensação ambiental;
- manejo de árvores;
- corte de árvores;
- transplante de árvores;
- Termo de Compromisso Ambiental;
- documentação técnica para processos junto à SVMA.
Cada projeto exige uma análise específica.
Por isso, a Green São Paulo avalia a vegetação, o empreendimento, o zoneamento e as normas aplicáveis antes de definir as medidas necessárias.
Precisa de um Projeto de Compensação Ambiental?
Seu empreendimento possui árvores na área de intervenção?
Nesse caso, é importante avaliar a situação antes do início da obra.
A Green São Paulo pode desenvolver o Inventário Arbóreo, a Planta de Situação Atual, a Planta de Situação Pretendida e o Projeto de Compensação Ambiental.
Também podemos auxiliar na elaboração da documentação necessária para o Termo de Compromisso Ambiental junto à SVMA.
Entre em contato com a Green São Paulo para avaliar o seu empreendimento.
Conclusão
Este case demonstra a importância de um projeto técnico completo para processos de compensação ambiental em São Paulo.
A Green São Paulo realizou o levantamento das árvores e desenvolveu a PSA, PSP e PCA.
Além disso, a equipe comparou os critérios da Portaria SVMA 105/2024 e da Resolução SEMIL 02/2024.
O cálculo resultou em 51 mudas de compensação ambiental.
Desse total, 16 mudas serão plantadas dentro do imóvel. As outras 35 mudas foram convertidas em taxa FEMA, conforme definido no processo.
O trabalho contribuiu para a formalização das obrigações ambientais e para a assinatura do TCA nº 312/2026.
Esse resultado demonstra como o planejamento, o levantamento arbóreo e o conhecimento da legislação são importantes para o desenvolvimento de projetos ambientais.
Se sua obra envolve árvores, corte, transplante, compensação ambiental ou TCA em São Paulo, a Green São Paulo pode elaborar os estudos e projetos necessários para o seu empreendimento.